sexta-feira, 29 de novembro de 2019




UMA VIDA

Uma de minhas vidas
é esta que estou vivenciando
Sinto que estou uma longa estrada trilhando
Muitas vezes me fere a pedra do caminho
O espinho
Então penso:
É apenas uma passagem
Estou em viagem
Não posso me impressionar
Tudo passa
Tudo vai passar

sonia delsin 







BORBOLETAS FESTIVAS

Elas voam dentro da manhã ensolarada
Manhã primaveril
Penso nas flores que elas beijaram
Como gostaram!
Como é belo o jardim!
Parece sorrir para mim
Como é lindo nosso país tropical!
Amo o Brasil

sonia delsin 





UM CESTO DE FLORES

Colher flores?
Orvalhadas?
Colher flores?
Dar risadas?
...
Foi tão bom aquele tempo
O tempo das flores do campo
O tempo das ilusões
...
O cesto de flores dependurado no braço
O laço
O laço de fita tão bem feito
Perfeito
E o mau jeito
... a dor no peito 

sonia delsin 





NUNCA ME DEIXES

Os olhos delas pediam
Nunca me deixes
Eram olhos claros
Olhos raros
De beleza infinda
Ela era linda
Os olhos dela falavam
Suplicavam
Não me deixes
...
Mas ele seguiria
Outra vida encontraria
Porém, esqueceria?

sonia delsin 






NUVENS


Elas deslizam.
Meus olhos deslizam.
Quase que a alisam...
Será que irão despencar?
Meu olhar preso nelas.
E elas se desmanchando.
Simplesmente nuvens numa tarde qualquer.

sonia delsin 




FORAM-SE OS DEDOS...


Nalguma gaveta esquecido ficou o anel. Ficou. Foram-se os dedos. O anel ficou. O sonho teve o tempo que durou.

sonia delsin 




UM ROÇAR DE DEDOS

Guardar talvez a leveza de uns dedos longos...
Um suave roçar...
Um acariciar...
um final de tarde.

sonia delsin 





ÚLTIMO OLHAR


Teu último olhar conseguiu me falar... todas as palavras caladas, todas as estradas... que deixaríamos de percorrer. Teu último olhar eu vou guardar... Eternamente em minha alma encerrar...
Pai, teu último olhar foi tão terno. Partiste assim para o eterno.

sonia delsin 

quinta-feira, 28 de novembro de 2019




HÁ UMA CHUVA

há uma chuva que despenca de teus olhos morenos
teus olhos
há uma chuva
ela nasce ao fim do dia
talvez apenas eu a enxergue
por entre os vislumbres
das ocorrências diárias
é uma chuva que conta de um tempo perdido
lá tão distante
ela refresca tua alma
te refaz
e segues
consegues
seguir em paz

sonia delsin 



TE ESQUECER...

Tentei te esquecer
Apagar as lembranças
E tive esperanças
Esperava conseguir
Hoje penso
Talvez noutro existir
Ou não?
Por que esquecer?
Tudo é experiência
Tudo faz parte
Está no contexto
Tudo que é vivenciado
fica em nosso ser impregnado

sonia delsin 




VAMOS VISITAR AS ESTRELAS?

Eu o convidava
Estendia a mão
Vamos visitar as estrelas?
Era um sonho bom
E íamos
Nosso tempo lá não era contado
Era um tempo imaginado?
Creio que não
Era um tempo de “outra forma” vivenciado

sonia delsin 





PONTES QUEBRADAS

Contar das pontes?
Pontes quebradas?
Ah!
Hoje me lembrei de uma
Tão longínqua no tempo
Mas que ficou na memória
A ponte do Rio Seco
Ela nunca estava seca
Sempre o barro sob ela
Era uma ponte engraçada
Sob ela não passava rio algum
Apenas transeuntes apressados, cansados
Era conhecida assim como a ponte do Rio Seco

sonia delsin 



LEVEZA... BELEZA

Que nossos olhos possam
enxergar as belezas
A leveza do “viver”
Que neste “planeta hospital e escola”
possamos “aprender”

sonia delsin 




VIAJANTES

Somos viajantes
Viajados
Somos seres alados
E pensamos
Ah! Pensamos que ao planeta estamos grudados!

sonia delsin 

quarta-feira, 27 de novembro de 2019




BARRO, PENAS E PENSAMENTOS

Sou feita de barro e penas
E tantos pensamentos
Sou talvez a ave do paraíso
Ou fênix vencendo todos os desafios
Estou é presa a fios
Mas a prisão sou eu quem cria
Posso voar quando me libertar
...
Se me agradar posso voar, voar...
Sou barro e penas...
e ao mundo dos homens
deito meu olhar

sonia delsin 



MUITA POESIA

Se eu pudesse apagar a tua imagem refletida na vidraça da sala; se eu pudesse apagar o fogo da lareira; se eu pudesse passaria as horas vividas numa peneira. A essência ficaria... E com certeza muita, muita poesia.

sonia delsin 



OUVI TEU NOME
 
o vento passou
trazendo teu nome
o que vento nos traz... some?
o vento leva?
não sei...
sei que ouvi o vento sussurrando 
teu nome 
em meus ouvidos
e quase perdi os sentidos
teu nome tão bonito sendo 
daquela forma 
sussurrado

sonia delsin 

terça-feira, 26 de novembro de 2019



TÃO GARBOSO
 
te vi indo tão garboso
eras realmente gracioso
pouco mais que um menino
tinhas um sorriso doce
um jeito único de ser
nos encontramos 
e 
nos desencontramos
nos caminhos do “viver”

sonia delsin